segunda-feira, 11 de abril de 2011

Transformações

Uma nova ideologia começa a ser criada em minha mente. Preconceitos forçados a ser quebrados, sentimentos que me sacodem insistentemente e peças avulsas que querem ser encaixadas. Sim, minha vida é um jogo de LEGO, peças soltas que querem se complementar, fazer sentido.

Como se não bastasse, nada mais faz sentido. São dias sucessivos de acontecimentos.... e só...

Mas talvez o sentido esteja dentro de mim, aquela confusão que eu não quero ver, sentir e resolver. Quero mais me enganar. Por que não?

Porque a vida não deve ser enganada, mentida, omitida, obscura. Tem que ter clareza, uma pitada de suavidade e uma boa dose de sinceridade. O que falta? Pessoas honestas, amor, paz, cumplicidade, carater e humanismo.

Um frio... cobertor. Uma angústia... abraço. Uma secura... beijo. Um desânimo... ternura. Uma mágoa... perdão. Um ódio... te amo!

Pronto! é disso que o mundo precisa.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

De bairros, uma vivência

Uma flor tem o seguinte ciclo de vida: ela nasce, se desenvolve, germina e morre. Assim me sinto. Com anos a mais de existência passo pelo mesmo processo, porém, a cada uma dessas etapas estou num bairro diferente.

Nasci em 91 na Zona Norte de São Paulo, na região do Tucuruvi, lá estão meus familiares, lá está minha história e minha infância. O bairro se chama Vila Gustavo e por lá há o comércio próximo, a feira a 20 passos da casa que cresci, ou como costumamos chamar, a casa da vó Gênia. A escola, de boa qualidade que estudei, era vizinha. Tinha o mercadinho que ainda se chamava Túlia e a perfumaria que ainda vou sempre que por lá estou.

Era tudo muito perto, muito fraternal e eu me acostumei até os nove anos de idade. Até que meus pais decidiram mudar para a Zona Oeste, Raposo Tavares. Minha rua só tinha casas de um lado, no outro havia um terreno com muitas árvores. Não se via muitas pessoas passando por lá. O mercado era e ainda é longe, a feira, farmácia, perfumaria estão perto de Osasco, o que me faz andar uns trinta minutos para chegar ou então, tomar uma condução.

Pra mim, aquele lugar era o fim do mundo. Mas cresci ali. E foi ali que aprendi a tomar ônibus para ir à escola, foi ali que conheci todos os transportes para me locomover e comecei a me sentir segura, peguei afeto pelo meu bairro – mesmo não participando das questões sociais dele com assiduidade.

Agora, em fevereiro de 2011, completo meus 20 anos e novamente me desloco. Volto para a Zona Norte, mas para Tremembé, próximo à Cantareira. E agora? Já havia me acostumado com tudo da Raposo Tavares, o trânsito constante, as centenas de carros que vejo todos os dias e até mesmo a poluição.

Mas no bairro que vou morar é tudo novo. Ele está sendo construído aos poucos, algumas ruas ainda estão sendo asfaltadas, o esgoto foi feito recentemente, as casas estão sendo construídas aos pouco, de acordo com a situação de cada morador. Nada sei sobre lá, mas sempre que apareço para ver o andamento da construção da minha casa uma sensação forte me bate: o calor das pessoas. Todos são engajados. Como o bairro é pequeno, a solução é criar seu próprio negócio. Em cada rua tem uma vendinha, um mercadinho, as pessoas estão fazendo o bairro acontecer. O que eu não via neste bairro da Raposo Tavares.

Parece que a cada fase da minha vida estou em um lugar. E cada lugar tem algo que me toca. Seja a casa da vó, a Raposo Tavares ou Tremembé, a questão é que esses bairros conversam comigo, me ensinam e me pedem para eu nunca esquecê-los.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cultura! Para uns sim, para outros não!

As pessoas dizem constantemente sobre a cultura, sobre o popular, sobre a democratização da "coisa boa". Mas o que sempre me pergunto é: o que é cultura? o que é o popular e ainda, o que é a "coisa boa". Esses são, de fato, termos bonitos de se usar. Soa bem numa frase! Mas muitas vezes são usados de forma equivocada.

Lembro-me das aulas de Mídia e Cultura com o professor Milton Pelegrini. E estudei um pouco sobre a definição de cultura que aqui explicarei com minhas palavras e não serei imparcial. Nascemos num determinado local, ambiente, dentro de um processo familiar. Essa família tem sua tradição, que consequentemente passará para esse novo ser que está chegando ao mundo. A probabilidade desse indivíduo seguir outra linha de vivência que não seja a familiar é mínima. Ou seja, ele já está sendo criado numa cultura (que levará para outras gerações) Um ciclo sem fim...

Certo! conceito exposto. Agora chegam as pessoas que dizem ter boa cultura e começam com a primeira forma de expressão: o preconceito! Sim, o preconceito... elas se dizem cult e cometem atrocidades criticando o outro, apontando e dizendo que aquilo que ele curte não é bom, não vale a pena!

O que é bom? Querer dizer para uma pessoa que nasceu no meio do funk que o Mr. Catra é um lixo e que Stravinsky sim é música boa! Ou dizer para quem vive no calor de Salvador que Ivete Sangalo, Psirico, Cláudia Leite são péssimos e que Karina Buhr, Céu e Tulipa Ruiz são os verdadeiros ícones da MPB (oi? como assim?)

Cada um tem sua cultura, seu modo de viver e ver/sentir as coisas. E ninguém deve impor ao outro o que é bom ou não!

Desabafei....

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cadê minha história, meu povo?

Retirei meus livros didáticos de História da estante. Preciso estudar a história da África do Sul e o sistema apartheid (que pouco conheço). E pela primeira vez me dei conta de verdade sobre o ensino das questões negras: não existe! Não acho um capítulo que me fale a fundo sobre a África. NADA! Aqui encontro I Guerra Mundial, Revolução Russa (q. nunca usei na vida), Revolução Inglesa, Francesa... mas e as Revoluções do meu povo? Enquanto eu estava na escola me tiraram o direito de conhecer o meu povo! E diziam que o Brasil era um país democrático! Lamentável.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Um Sonho Possível - Uma história que me tocou

Assisti recentemente o longa metragem "Um sonho possível" de John Lee Hancock, baseado em livro de Michael Lewis.

O drama conta a história de Michael Oher, um excelente jogador de futebol americano. O esporte surgiu em sua vida após encontrar em seu caminho uma família que se curvou frente à sua história de vida.

O garoto que estava prestes à completar 18 anos era negro, oriundo do subúrbio, gordo, analfabeto e calado. Na escola só alcançava boas notas no quesito proteção.

Leigh Anne Touhy era a mãe da família que o adotou. Anne cuidou de Oher como a um filho, despertou nele o seu lado humano, ajudou com os estudos e o incentivou a frequentar a Universidade. Oher conseguiu bolsas de estudos nas melhores universidades através de seu talento para o esporte. Sua escolha foi a Universidade de Mississippi.

Mas o que me tocou de verdade foi a posição de Anne que mal conhecia o jovem e o colocou dentro de sua casa, educou, amou e transformou-se em sua mãe. Me peguei pensando se eu teria essa atitude. Ela mudou a vida de Oher que poderia se tornar qualquer coisa onde vivia, mas seu destino rumou para a melhor opção.

Se cada uma pessoa tivesse a atitude digna de amar mais ao próximo talvez o mundo hoje não seria assim, cheio de crueldade. Você pode mudar a história de alguém, começando pela a sua que se grandifica e enobrece a cada gesto de bondade.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mais um sucesso

Tenho o imenso prazer de comunicar o sucesso que o meu blog está fazendo. Mudamos o nome para Baoobaa. A mudança não foi em vão, precisávamos registrá-lo como domínio e simplesmente Baobá já havia. Acrescentamos mais duas letrinhas, que ao meu ver fez toda a diferença. Ele, por si só já é um nome forte, com as vogais "a" e "o" à mais, o nome ganhou uma entonação diferente. As pessoas gesticulam mais e ainda não se esquecem facilmente. E essa é a intenção!

Queremos que o Baoobaa fique na boca do povo. Fique guardado na lembrança. Seja uma referência acadêmica, um exemplo de determinação e de conquista.

São tantos desafios que eu e meu amigo Kenan temos que enfrentar. São dificuldades com o html, temos que tirar uma grana do nosso bolso para fazermos o blog, o tanto que temos que estudar para conseguirmos ensinar.

Mas são conquistas. Muitas conquistas...

Deixo aqui o link. Por favor, nos acessem, escrevam com críticas, sugestões, elogios. Todo e qualquer tipo de interferência será bem vinda. Baoobaa agradece!

http://baoobaa.com/

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Paralisação e reivindicações

Uma paralisação está em pauta na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC SP. O curso inteiro de jornalismo resolveu parar para reivindicar seus direitos, os quais são mínimos requisitos que uma universidade de renome deve ter para melhor atender seus estudantes.

Nesse segundo semestre de 2010 já aconteceram 3 paralisações - o que não é pouca coisa. Isso deixa claro a insatisfação dos alunos puquianos. A Universidade cobra preços abusivos das mensalidades, não dispõe equipamentos de alta qualidade - nem média. Os juros são absurdos, a desorganização é lamentável.

Os padres pouco se importam com essas questões, talvez estejam empenhados a rezar pela Universidade (porque então eles participam das reuniões para decidirem Nada?). O reitor quer mesmo pagar a dívida da PUC para os bancos... Calma aee... Dívida? E o que fazem com o dinheiro das mensalidades? Não contratam novos professores, não pagam bem os que têm, não proporcionam melhores infraestrutura. E a dívida continua. E cadê nosso dinheiro?

"PUC! Um universidade filantrópica!" Onde??? As bolsas restituíveis da PUC foram retiradas. Pessoas que querem muito estudar na instituição não podem e as que estão acabam desistindo pelo motivo de grana.

É mole? Não, é a PUC!